
Eu poderia começar falando sobre a música. Sobre o piano, sobre as guitarras, sobre o solo que obviamente conheço de cor. Poderia falar sobre Guns N’ Roses, sobre a história por trás de November Rain ou sobre todas as vezes que essa música tocou na minha vida.
Mas talvez seja mais simples dizer que essa é a minha música preferida.
Minha banda preferida.
E aquele solo de guitarra é, para mim, simplesmente inesquecível.
Então não foi exatamente uma coincidência que este lugar tenha se chamado Chuva de Novembro.
O nome veio de uma música que amo há tantos anos que, em algum momento, deixou de ser apenas uma música. Ela passou a carregar memórias, fases, sentimentos e uma parte da pessoa que eu sou.
E quando comecei a imaginar este espaço, queria um nome que tivesse alguma coisa minha escondida nele. Uma referência que talvez alguém reconhecesse, mas que, antes de qualquer coisa, tivesse significado para mim.
November Rain.
Foi assim que nasceu o nome Chuva de Novembro.
E talvez seja por isso que essa precisava ser a primeira música a morar na minha Trilha Sonora.
Por que November Rain?
Há exatos 20 anos, eu me apaixonei pelo Guns N’ Roses.
Aqueles amores de adolescência avassaladores, que chegam sem pedir licença e tomam conta de tudo.
Eu ouvia da hora em que acordava até a hora de dormir. Virou um vício. Tinha todos os álbuns, pôsteres espalhados pelo quarto, me vestia como eles e sabia praticamente tudo sobre a vida dos integrantes.
Não preciso dizer mais nada, né? rs.
Era paixão mesmo.
E, a cada música que eu conhecia, gostava mais. A cada acorde, me encantava mais. Cada solo parecia descobrir algum lugar dentro de mim que eu ainda não sabia que existia.
O tempo passou.
A adolescência ficou para trás, vieram outras fases, outras músicas, outros amores, outras versões de mim.
Mas aquela paixão continuou.
Vinte anos depois, o Guns N’ Roses ainda ocupa um lugar muito particular na minha história.
É difícil escolher uma música preferida entre tantas que amo. Mas, talvez por eu ser escritora, amante das palavras, da poesia e dessas coisas que conseguem tocar a gente sem precisar explicar exatamente por quê, November Rain sempre esteve no topo para mim.
Há alguma coisa nessa música que me prende.
Talvez seja o piano.
Talvez seja a melancolia.
Talvez seja a grandiosidade de uma música que parece crescer diante da gente até chegar naquele solo que, para mim, é simplesmente perfeito.
Ou talvez seja tudo isso junto.
Eu não sei explicar exatamente.
E talvez nem precise.
Algumas coisas a gente simplesmente sente.
Foi por isso que, quando comecei minha aventura de criar este blog, alguma coisa dentro de mim já sabia que Chuva de Novembro seria o nome perfeito.
Eu queria um nome que tivesse literatura, atmosfera, alguma coisa de melancólico e romântico. Queria que tivesse significado para mim sem precisar explicar tudo para quem chegasse.
Uma pequena referência escondida.
Talvez algumas pessoas reconheçam imediatamente.
Talvez outras nunca descubram.
E tudo bem.
Porque, para mim, Chuva de Novembro significa tudo.
É uma música que me acompanha há vinte anos.
É uma banda que fez parte da minha adolescência e continuou fazendo parte de mim depois dela.
É uma lembrança da menina que passava horas ouvindo seus discos, cercada de pôsteres, completamente apaixonada.
E também é um pedacinho da mulher que aquela menina se tornou.
Talvez seja por isso que eu goste tanto do nome.
Porque ele carrega uma história que começou muito antes deste blog existir.
E agora, de alguma maneira, essa história também mora aqui.
Chuva de Novembro.
Uma referência para alguns.
Um nome para este lugar.
E, para mim, uma pequena parte de tudo aquilo que me fez ser quem eu sou.


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